terça-feira, 8 de março de 2016

Conceito Básico da Leishmaniose

Leishmanioses são antropozoonoses causadas pelo protozoário do gênero Leishmania que afeta o sistema fagocítico mononuclear (macrófagos, células de Langerhans, células dendríticas, histiócitos, células de Kupffer, dentre outras). Os vetores dessas doenças são os dípteros flebotomíneos dos gêneros Lutzomyia (nas Américas) ou Plebotomos (África, Europa e Ásia).
As leishmanioses podem ser classificadas em:
            Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) - subdividida nas formas cutânea (localizada ou difusa) e mucosa. Os agentes etiológicos compõem o Complexo Leishmania braziliensis; 



Leishimaniose Visceral - Causada por parasitos do Complexo Leishmania donovani.  São doenças que apresentam características clínicas e epidemiológicas distintas devido à vasta gama de agentes etológicos dentro desta espécie. É necessário destacar que as chances de infecção variam de acordo com a interação do hospedeiro, vetor e do ambiente e as manifestações clínicas dependem das características do hospedeiro vertebrado como seus fatores genéticos e imunológicos.O tratamento das doenças é realizado pela aplicação intramuscular ou intravenosa de antimoniais pentavalentes.As medidas profilática adotadas são comuns para todas as leishmanioses já que visa evitar o contato entre o vetor e o indivíduo como por exemplo o tratamento dos doentes, eliminação dos animais infectados que atuam como reservatórios e combate ao mosquito.


FONTE : http://www.uft.edu.br/parasitologia/pt_BR/parasitologia/leishmanioses/conceitogeral/index.html

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Relação entre Biotecnologia, Meio Ambiente e Sustentabilidade: aspectos positivos e negativos

Biotecnologia é um ramo da ciência onde se realiza alterações genéticas nos mais diversos seres vivos do nosso planeta buscando a obtenção de bens e serviços para o bem estar da população. Se deve salientar que essa busca de novos produtos tem a marca registrada do dinheiro, do lucro individual. Já no processo de produção de cervejas e iorgutes se utilizava microrganismos através da fermentação e isso já fazia parte da biotecnologia só que claro não era conhecido naquela época por esse nome (PORTAL, 2012).
Muitos cientistas contribuíram para a difusão da biotecnologia moderna nomes como Louis Pasteur, Robert Koch, Gregor Mendel já preparavam o terreno para o desenvolvimento dessa importante ciência, com o descobrimento do ácido desoxirribonucleico (DNA) e desvendamento de sua estrutura feito por Watson e Crick em 1953, representou um marco para a história, onde a partir disso se teria a oportunidade mais a frente de manipular a molécula de DNA (RAHAL, 2009).
A biotecnologia teve como um dos seus produtos pioneiros através da introdução de genes, a insulina, que é um hormônio que regula concentração de açúcar no sangue, onde portadores de diabetes precisam introduzir via externa esse hormônio. A insulina foi isolada a partir do pâncreas de vacas e porcos e logo foi colocada a disposição dos humanos, mas isso gerou certa preocupação aos médicos, pois a insulina animal é diferente da humana, podendo gerar efeitos colaterais.
No ano de 1978 o cientista Herbet Boyer conseguiu produzir uma versão sintética do gene da insulina humana e ele foi inserido na bactéria Eschericia coli, onde esse gene foi inserido dentro de um plasmídeo e então esse plasmídeo é inserido dentro de outra célula bacteriana e a partir disso esse gene passou a codificar a proteína, na época isso era algo inédito, se tornando o primeiro produto da biotecnologia moderna, mas hoje em dia essa técnica conhecida com DNA recombinante é algo normal dentro da biotecnologia (AMGEN, [200-?]).
A atuação desse ramo está intimamente relacionada com o meio ambiente, ora de onde se retira os genes que serão introduzidos? Quais os meios que serão utilizados? Perguntas fáceis de serem respondidas se pensarmos que nossas matérias primas dos produtos que utilizamos no nosso dia a dia vem da natureza, o meio ambiente nos fornece os mais diversos materiais, mas infelizmente são recursos finitos que podem ser extintos com o tempo, já que o homem está retirando muito mais daquilo de que necessita e isso prejudica toda a cadeia trófica, as matas, rios e mares, flora e fauna dos mais distantes ecossistemas do planeta.
Estamos diante de uma sociedade consumista que busca incessantemente por novidades tecnológicas, aquele produto novo se torna velho em menos de um mês, fazendo com que as pessoas já procurem algo mais avançado e isso é bom para os empresários, lojas, comércio em geral, pois representa lucro, dinheiro, algo que move a sociedade capitalista em que vivemos, mas tudo isso representa uma péssima sentença para o meio ambiente, significa que se vai retirar dele além do que ele pode produzir e isso gerará um esgotamento dos seus recursos, deixando uma incerteza diante das gerações futuras: será que ela ainda vai existir?
Hoje em dia se difundi um termo bem interessante que é a sustentabilidade, basicamente é o crescer economicamente, socialmente sem agredir tanto a natureza, já que sabemos que qualquer forma de ocupação vai sim ter impactos no meio já que somos mais de 7 bilhões de pessoas, impactos esses que podem ser minimizados, dando tempo da natureza se recuperar. A biotecnologia pode ser útil nesse sentido pois com ela podem ser utilizadas técnicas que vão ajudar a natureza nessa recuperação.
A oportunidade de um desenvolvimento que seja sustentável é a bola da vez e pode ser aplicado se houver boa vontade por parte dos homens. Produtos ecologicamente corretos, como bioplásticos, podem sim serem utilizados, combustíveis renováveis como o biodiesel tem uma imensa capacidade de desenvolvimento, despoluição de rios, mares e águas subterrâneas através do uso de microrganismos é uma realidade que pode e deve ser propagada, o reaproveitamento de esgotos residenciais para o reuso é algo fascinante que causa uma grande expectativa para todos já que pode representar água potável para consumo nesses períodos de crises hídricas que vivenciamos em nosso país. São oportunidades disponíveis que claro necessita de recursos financeiros para o desenvolvimento e que a longo prazo pode representar a manutenção da vida na terra.
A biotecnologia representa um grande avanço nos mais diversos produtos utilizados pela sociedade, na agricultura ela pode prevenir a disseminação de pragas nas lavouras, na medicina pode representar a cura de muitas doenças, inclusive o câncer através da terapia gênica, controle da poluição atmosférica, limpeza de rios e efluentes já citados anteriormente, produção de alimentos riquíssimos em nutrientes em quantidade e qualidade jamais imaginada, solução de crimes através de técnicas de DNA que já é uma realidade nos dias atuais.
 Como toda nova tecnologia que surge existe também o lado negativo da biotecnologia e principalmente nessa área onde a parte financeira conta bastante. O nosso genoma é algo muito complexo e sempre está surgindo novas descobertas na área e a manipulação do mesmo pode gerar efeitos adversos como a produção de plantas resistentes aos herbicidas, bactérias que ao serem modificadas em laboratório se tornam superbactérias que não é atingida por nenhum antibiótico, alimentos contaminados que por fora parece ótimo para o consumo mas que por dentro está repleto de toxinas, reprodução de seres humanos que é algo negativo do ponto de vista ético e o bioterrorismo, uma forma de exterminar pessoas através de microrganismos altamente letais criados em laboratório (MONTEIRO, 2012).
Vejamos que a biotecnologia é um assunto que requer muita pesquisa e dedicação por parte dos cientistas, pois ao mesmo tempo em que ela possa ser uma oportunidade de cura para muitas pessoas, ela pode ser também a causa de morte para inúmeras outras. É preciso haver uma fiscalização bem detalhada dos procedimentos que estão sendo realizados, para que haja uma utilização eficaz desse grande ramo da ciência e com isso garantir normas de biossegurança e que seja usada para o bem estar da população e do meio ambiente em geral.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PORTAL, E. Definição e história da biotecnologia. [ONLINE]. Set, 2012. Disponível em https://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/16647/definicacao-e-historia-da-biotecnologia#!1 Acesso em 16 de nov. 2015.

RAHAL, R. L. Dupla hélice do DNA: Conheça a história da descoberta de Watson e Crick. Biologia. Out, 2010. [ONLINE]. Disponível em http://educacao.uol.com.br/disciplinas/biologia/dupla-helice-do-dna-conheca-a-historia-da-descoberta-de-watson-e-crick.htm Acesso em 16 de nov. 2015.

AMGEN. A história da biotecnologia. [ONLINE]. Disponível em http://www.amgen.pt/science/resource_library_4992.htm Acesso em 17 de nov. 2015.


MONTEIRO, P. M. F. D. O. Biotecnologia: oportunidade ou ameaça. Emater. Goiás. Fev, 2012. [ONLINE]. Disponível em http://www.emater.go.gov.br/w/3115 Acesso em 18 de nov. 2015.

quarta-feira, 11 de março de 2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Modelos Didáticos na Área Cientifíca

Eis aqui um boa proposta para transmitir conhecimentos sobre genética através de um jogo educativo, que na prática é um quiz de perguntas e respostas que pode ser realizado por toda a turma e consegue fazer com que os alunos interajam entre si e adquirido valiosos conhecimentos.

sábado, 6 de setembro de 2014

Conto: Flor vermelha do caule verde !


Era uma vez um menino. Ele era bastante pequeno e estudava numa grande escola. Mas, quando o menino descobriu que podia ir à escola e, caminhando, passar através da porta ficou feliz. E a escola não parecia mais tão grande quanto antes.
Certa manhã, quando o menininho estava na aula, a professora disse:
– Hoje faremos um desenho.
– Que bom! Pensou o menino. Ele gostava de fazer desenhos. Podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, barcos e trens. Pegou então sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse:
– Esperem. Ainda não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
– Agora, disse a professora, desenharemos flores.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores. E começou a desenhar flores com seus lápis cor-de-rosa, laranja e azul. Mas a professora disse:
– Esperem. Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com o caule verde.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:
– Hoje faremos alguma coisa com barro.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de barro. Ele podia fazer todos os tipos de coisas com barro: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e a amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse:
– Esperem. Não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
– Agora, disse a professora, faremos um prato.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:
– Esperem. Vou mostrar como se faz. E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo. Assim, disse a professora, podem começar agora.
O menininho olhou para o prato da professora. Então olhou para seu próprio prato. Ele gostava mais de seu prato do que do da professora. Mas não podia dizer isso. Amassou o seu barro numa grande bola novamente e fez um prato igual ao da professora. Era um prato fundo.
E, muito cedo, o menininho aprendeu a esperar e a olhar, e a fazer as coisas exatamente como a professora fazia. E, muito cedo, ele não fazia mais as coisas por si mesmo.
Então aconteceu que o menino e sua família mudaram-se para outra casa, em outra cidade, e o menininho teve que ir para outra escola.
No primeiro dia, ele estava lá. A professora disse:
– Hoje faremos um desenho.
– Que bom! Pensou o menininho. E ele esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse. Ela apenas andava pela sala. Então, veio até ele e falou:
– Você não quer desenhar?
– Sim, disse o menininho. O que é que nós vamos fazer?
– Eu não sei até que você o faça, disse a professora.
– Como eu posso fazer? Perguntou o menininho.
– Da mesma maneira que você gostar. Respondeu a professora.
– De que cor? Perguntou o menininho.
– Se todos fizerem o mesmo desenho e usarem as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o quê e qual o desenho de cada um?
– Eu não sei, disse o menininho.
E ele começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde.
Conto de Helen Barckley

sábado, 9 de agosto de 2014

O ensino de Libras

 

"O ensino de Libras deve começar desde cedo"




       Muita gente já ouviu falar no significado da palavra “LIBRAS”, mas poucas pessoas entenderam a real necessidade de se entender o que está por trás desse termo de apenas seis letras e que representa toda uma população de surdos de um país. O conhecimento de libras é de suma importância pois é a forma pelo qual os surdos se comunicam com todas as outras pessoas. Todos os dias nos depararam com deficientes auditivos nas nossas tarefas diárias e precisamos estar preparados para tratá-los bem pois eles também são constituintes da sociedade da qual fazemos parte. 
      A libras não tem um aprendizado tão difícil como imaginado por muita gente, o que ela necessita é de muita atenção e treino, pois a linguagem de sinais necessita de habilidade corporal apurada, utilização correta das mãos e uma boa expressão facial pois muitas vezes vamos encontrar sinais que são feitos da mesma forma com as mãos e o que vai diferenciar é a expressão facial que é feita. O que dificulta ainda mais o aprendizado da linguagem de sinais é a falta de locais que ofereçam esse curso, o que gera um grande déficit de intérpretes no mercado de trabalho e que afeta todos os surdos que acabam não tendo acesso aos serviços básicos. No ensino das pessoas surdas, os docentes além de estarem capacitados precisam estar cientes que eles são de extrema importância no processo de ensino-aprendizagem dos surdos, a transmissão dos conhecimentos necessitam ser de forma mais paciente, o professor precisa ter capacidade de simplificar o conteúdo e que não deixe passar nenhum assunto importante da matéria dada para que não só os surdos mais todos os alunos possam aprender com qualidade.
       A libras, linguagem de sinais utilizada pela comunidade surda representa um grande avanço no processo de inclusão social do Brasil pois todos nós temos a obrigação de tratar todas as pessoas de forma igual, sem nenhuma discriminação e preconceito, pois como foi decretado pela própria constituição federal a libras se tornou a segunda língua oficial do Brasil e dever do estado garantir acesso a ela por todas as pessoas de forma livre e gratuita.

Respeito as diferenças



Abaixo se encontra um vídeo feito pelo ator Alan Henry que tem como título "A diferença" onde o autor nos expressa em todo o decorrer do vídeo sinais em libras, sem nenhum áudio e que nos mostra bem a importância da sociedade surda para o mundo, onde devemos respeita-los de forma igualitária e sem nenhuma discriminação garantindo a eles acesso a todos os serviços básicos sem nenhuma diferença de tratamento, visto que eles também são pessoas só existe a diferença de que eles não escutam a oratória mas que possuem sentimentos, sonhos, vontades, alegrias e tristezas como qualquer outra pessoa e que podem atuar na sociedade sem nenhuma restrição de comportamento.


Linguagem Brasileira de Sinais

         A libras conhecida como língua de sinais é a língua falada pela maioria dos surdos do Brasil e teve origem na língua francesa que foi introduzida por aqui pelo educador Frances Hernest Huet. 
         A libras é uma linguagem visual que é interpretada pelo corpo, principalmente com auxílio das mãos, portanto se faz necessário ter muito controle das mãos e saber transmitir os sentimentos para as pessoas sem audição. No Brasil desde 2002 a língua brasileira de sinais foi oficializada como a segunda língua e desde então os órgãos públicos e empresas privadas do setor de saúde e fonoaudiologia foram obrigados a tratarem os surdos com dignidade e sem nenhuma restrição e também as escolas da rede federal, estadual e municipal são obrigados a receberem estudantes com deficiência auditiva e prestar uma educação igualitária com a presença de interpretes e todos os professores devem saber pelo menos o básico da língua de sinais.          A linguagem brasileira de sinais está amparada pela lei número 10.436, DE 24 DE ABRIL  DE 2002 e garante o acesso a todos da integração junto a sociedade das pessoas surdas. Vemos hoje que o cumprimento da referida lei ainda é muito pouco, existem profissionais que trabalham com pessoas surdas sem nenhuma capacitação e isso tem influência direta no aprendizado dos surdos, encontramos muitos órgãos públicos e privados que não possuem nenhum intérprete de libras para atender a demanda dessa população. Apesar de existir a lei as escolas brasileiras de ensino regular não estão preparadas para receber pessoas que possuem algum tipo de deficiência auditiva, na maioria dos colégios o máximo que observamos é a existência de dois intérpretes o que é insuficiente para atender todos os surdos, visto que são pessoas que necessitam de um atendimento mais individualizado. A problemática da falta de profissionais especializados está na pouca oferta de cursos nessa área, pouquíssimas instituições ofertam esse tipo de curso e quando se oferta é muito pouco difundida nos meios de comunicação de grande massa e o número de vagas é baixíssima, devido as poucas informações referentes a área de libras as pessoas não tem tanto interesse em fazer um curso de linguagem de sinais o que acaba gerando no mercado uma demanda muito grande desses profissionais e pouca oferta dos mesmos. O conhecimento dessa lei é muito importante para todos pois ela é a base da forma de tratamento que deve ser dada as pessoas que possuem algum tipo de deficiência auditiva.
      A inclusão das pessoas surdas na sociedade é importante em todos os aspectos pois sabemos que todos tem capacidade de aprender e interagir com as pessoas não surdas e devemos fazer com que os deficientes auditivos não se sintam excluídos mais sim igualmente capacitados de exercer sua vida normalmente.  

domingo, 13 de julho de 2014

  ETAPAS DE INSTALAÇÃO DE UM ATERRO SANITÁRIO E AS VANTAGENS DOS ATERROS CONTROLADOS

        
      Basicamente escolhe-se um terreno grande e vazio onde o lixo vai sendo acumulado em camadas. Mas esse processo é muito mais complicado do que parece. A primeira - e principal - dificuldade é selecionar o local do aterro. É preciso apresentar um estudo de impacto ambiental e obter licenças para instalar e operar o depósito de lixo - já no projeto de instalação, os operadores do aterro precisam deixar claro, por exemplo, como ele será fechado, depois de pelo menos dez anos. Há até uma audiência pública para ouvir as pessoas que moram nos arredores do terreno escolhido. Esse processo demora anos. Aí começa, de fato, a construção do aterro (veja no infográfico abaixo). A maioria dos aterros é municipal, mas a operação fica por conta de empresas concessionárias, que geralmente são as mesmas responsáveis pela coleta de lixo na cidade. Lixo industrial e hospitalar é depositado em aterros específicos, cujo processo de instalação e operação é ainda mais complexo.

Montanha de lixoUm aterro pode atingir até 100 metros de altura
1. O aterro começa com a escavação de um grande buraco. Mas, antes disso, o solo é perfurado até o lençol freático para verificar se não é arenoso demais e calcular o limite da escavação: o fundo não pode ficar a menos de 2 metros do lençol
2. Tratores compactam a terra do fundo do buraco. Sobre o solo compactado é colocada uma espécie de manta de polietileno de alta densidade e, sobre ela, uma camada de pedra britada, por onde passam os líquidos e gases liberados pelo lixo. A cada 5 metros de lixo é feita uma camada de impermeabilização
3. Para drenar o percolado (líquido que sai do lixo misturado à água da chuva) a cada 20 metros são instaladas calhas de concreto, que levam a mistura nojenta até a lagoa de acumulação
4. Para evitar que alguém jogue lixo clandestinamente ou que algum desavisado entre no aterro, a área é toda cercada. Em algumas cidades, por exemplo, é obrigatório criar um cinturão verde de pelo menos 50 metros de largura ao redor do aterro, com vegetação nativa
5. O lixo solta gases, que são captados por uma rede de tubos verticais cheios de furinhos. Por esses canos, os gases sobem e chegam à superfície do aterro. Alguns gases são recolhidos em tambores e outros são liberados na atmosfera - o metano, em contato com o ar, pega fogo
6. Engenheiros calculam que cada metro cúbico de lixo pesa cerca de 0,6 tonelada. Cada camada do aterro tem 5 metros de altura: 4 metros de lixo e 1 metro de terra, brita e a manta de polietileno. Em cidades pequenas, o limite é de três camadas, mas nas metrópoles elas chegam a 20
7. O percolado, aquele líquido que escorre da montanha de lixo, é tratado no próprio aterro e lançado no esgoto ou, é recolhido em um "piscinão" e transportado em caminhões para uma estação de tratamento de esgoto
8. Balanças parecidas com aquelas que vemos nas estradas controlam a quantidade de lixo que chega ao aterro em cada caminhão. Caminhões coletores como os que vemos nas ruas carregam de 7 a 9 toneladas, mas há carretas capazes de levar até 40 toneladas por viagem
9. Esta é a área responsável por coordenar e monitorar as atividades do aterro. É aqui também que se avalia se já é hora de encerrar as atividades do aterro e encomendar a construção de um novo
10. Quando o aterro esgota sua capacidade, é preciso fechá-lo. A maior parte deles dá origem a áreas verdes de conservação. Como o gás e o percolado continuam sendo gerados por pelo menos 15 anos, não se recomenda que o terreno seja usado para construções.
      As vantagens de se ter um aterro controlado é de que eles vão solucionar parte dos problemas causados pelo excesso de lixo gerado nas grandes cidades, também pode ser considerado um processo de baixo custo, atua na recuperação de áreas degradadas, tem uma flexibildade nas operações do sistema, o gás do lixo desperdiçado é convertido em fonte de energia renovável, muito eficiente para a geração de energia com motores a gás.
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-e-construido-um-aterro-sanitario


terça-feira, 29 de abril de 2014

Pro dia nascer feliz

        O documentário “Pro dia nascer feliz” nos mostra bem a realidade da educação brasileira, de um lado vemos jovens dedicados que fazem esforços como o ato de acordar às 3 horas da madrugada para estar às 7 da manhã na escola que fica a quilômetros de distância de suas residências e do outro lado temos um sistema tradicional que pouco motiva esses alunos para permanecer no ambiente escolar.
       É inegável reconhecer que a educação brasileira melhorou nos últimos anos foram criados programas federais que muito tem ajudado nossos alunos nessa jornada escolar, mas muitas vezes encontramos um dos maiores problemas para a aplicação desses projetos não só na educação mas também em outras áreas de governo como saúde e segurança, a gestão de qualidade é o problema que se verifica no gerenciamento do sistema, pois cargos maiores desses órgãos e secretárias são cargos políticos e são colocada a frente pessoas despreparadas que não tem conhecimento técnico pastas de governo como a educação.
      Em pleno século 21 ainda encontramos no Brasil escola que não tem um mínimo de infra-estrutura necessária de para o funcionamento, falta banheiros adequados, teto com goteiras por todo o lado, bibliotecas inadequadas, salas de aula com nenhum tipo de manutenção, carteiras desconfortáveis, ventiladores com problemas, lousas sem nenhum reparo, e diante desses problemas estruturais qual vai ser a motivação que os alunos vão ter para estudar num ambiente como esse, sem falar nos problemas relacionados a área pedagógica onde na maioria das escolas não se aplica de forma correta o projeto pedagógico, falta professores e, além disso, os que existem atuam fora da sua área de formação, além do mais encontramos esses profissionais altamente desvalorizados perante o trabalho que eles prestam a sociedade.

      É preciso repensar a forma como se gerencia a educação no Brasil, temos bons programas e dinheiro para realizá-los para dar educação de qualidade a todos, o que falta é escolhermos as pessoas certas que estão preparadas para gerir esse dinheiro de forma correta e inteligente.

Escola prepara uma horta a partir de materiais recicláveis



O projeto realizado escola Paulo Sarasate que fica no bairro de outra banda em Maranguape-CE realiza um projeto em parceria com Prefeitura de Maranguape, por meio da Secretaria de Educação, em parceria com Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE – está realizando o Projeto Educando com a Horta Escolar e Gastronomia. A interação da comunidade escolar e a conscientização e preservação dos recursos naturais estão são um dos objetivos do programa , que utiliza as horta escolar produzidas pelos própios alunos como ferramentas para a prática pedagógica e o incentivo da alimentação sustentável. A sustentabilidade do programa também está presente no processo de irrigação. A plantação é regada com água reaproveitada dos bebedouros das escolas, que recebem uma caixa de coleta, aproveitando as sobras do líquido. o Projeto ensina à comunidade a tratar os recursos naturais. Além de deixar a escola mais decorada e bonita, as atividades são muito importantes os alunos e a comunidade que cerca a escola podem levar para dentro de suas casas e de seus familiares, além do trabalho em grupo realizado pelos alunos desde a plantação a colheita dos produtos produzidos na horta.

sábado, 19 de abril de 2014

RECEITAS DE SUCESSO NAS ESCOLAS

Comunidade rima com solidariedade
Em Irecê (BA), os alunos da 4ª série da Escola Municipal Luiz Viana Filho, incentivados pela direção, criaram o programa "Alunos Solidários". Ao verificarem a ausência de qualquer aluno por mais de uma semana na escola, eles entram em ação: vão à casa do faltoso, entrevistam a família e tentam identificar a causa das faltas. Depois de relatar a visita ao diretor, o grupo procura solucionar o problema, trazendo o aluno de volta à escola. Em 1998, o Programa evitou que mais de 60 alunos se afastassem da sala de aula. Além de combater a evasão, os "alunos solidários" ajudam os colegas da 1ª e 2ª séries a estudar em casa.

Interação valoriza o ensinar e o aprender
O Colégio Estadual Jardim América, em Goiânia (GO), resolveu levar ao pé da letra o princípio que diz que a educação deve ser um processo coletivo e participativo. Da organização curricular ao planejamento das atividades, passando pela avaliação do trabalho pedagógico, todas as ações da escola são interativas. Alunos, pais e mães, professoras e direção, com o apoio da Secretaria de Educação, trabalham juntos, no constante esforço de incorporar à educação as características da comunidade, construindo conhecimentos que valorizem as relações humanas, de olho na sociedade atual. Uma das inovações da proposta pedagógica criada pela comunidade é a interação entre as diversas disciplinas, que são agrupadas em blocos com base comum e se interrelacionam nos seus conteúdos e ações. "Aprendemos, juntos, que a mudança não ocorre de fora para dentro, nem de dentro para fora. Ela acontece na interação social, na cooperação, fundamentalmente por meio do diálogo", diz a diretora Eva Maria Inácio Finotti.

Valorização do magistério traduzida em melhores salários
"Valorização do magistério", um dos objetivos para os quais o Fundef foi criado, significa melhores condições de trabalho, planos de carreira estimulantes, formação continuada e... melhores salários! Logo em seu primeiro ano de vida, o Fundef fez com que os salários das professoras começassem a subir, tanto nas redes estaduais como nas municipais. Os desvios de recursos, as desigualdades regionais e a existência de salários muito abaixo da importância do magistério ainda são obstáculos reais. Mas obstáculos existem para serem superados, e o Fundef já possibilitou belos exemplos disto, principalmente em municípios pequenos, das regiões mais pobres do país. Em Girau do Ponciano (AL), a remuneração salarial da professora com formação média, trabalhando 20 horas semanais, subiu em média 270%. Os municípios de Boa Viagem (CE), com 195% de aumento médio, Itabaiana (SE), com 175%, e mais Redenção (CE), 165%, Barras (PI), 150%, Santo Antônio de Jesus (BA), 150%, Araci (BA), 130%, Anápolis (GO), 125%, Macaíba (RN), 110%, e Ceará-Mirim (CE), 105%, também merecem os parabéns!

Governo e população decidem juntos

Em poucos anos, o município de Campo Mourão (PR) saiu de uma situação crítica, em que não havia vagas nas escolas e até botequins eram utilizados como salas de aula, para se transformar em referência nacional de como administrar a educação. Milagre? Não, apenas participação. Decidida a reverter o quadro do ensino público no município, a Prefeitura chegou a destinar 34% de seu orçamento para a educação, e chamou a comunidade para definir com ela a melhor forma de aplicar os recursos. O Plano Municipal de Educação foi elaborado com enorme participação popular e os Conselhos Escolares foram criados. Hoje - das obras à escolha do livro didático, da eleição de diretores ao destino do salário-educação -, os dirigentes e os cidadãos trabalham unidos, decidindo coletivamente o que é melhor para todos.

A força do trabalho conjunto
Para velhos problemas, novas soluções. Muitas vezes os municípios, isolados, não têm recursos, qualificação profissional ou experiência suficientes para conduzir suas escolas ao aprimoramento educacional. Por isso é preciso abrir-se à cooperação com outros municípios, chamando ao trabalho conjunto todas as instituições que puderem contribuir. Em Alagoas, por exemplo, os dirigentes da Educação encontram nas parcerias o caminho para progredir rumo à educação de qualidade para todos. O Projeto de Assessoramento Técnico Pedagógico aos Municípios Alagoanos (PROMUAL) baseia-se no esforço unificado da União dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) do Estado, da Universidade Federal (UFAL), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação e da Associação dos Prefeitos de Alagoas para promover a formação em serviço aos dirigentes educacionais de todos os seus municípios. Para a melhoria do ensino, não se pode desperdiçar recursos - humanos, financeiros, físicos, temporais. Parceria é a solução!

Quando Estado e Municípios falam a mesma língua
O Estado e os Municípios do Rio Grande do Sul experimentam os benefícios do regime de colaboração entre os sistemas de ensino. A lei estadual n° 10576, de novembro de 1995, ficou conhecida como "lei da gestão democrática do ensino público", porque regulamentou o regime de colaboração e implantou a autonomia das escolas estaduais. Os municípios participaram ativamente da formulação da lei, representados pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e pelo Conselho dos Secretários Municipais de Educação (Conseme/Undime-RS). Foi criado um Grupo de Assessoramento do Regime de Colaboração, com representação paritária de Estado e Municípios, que discute a destinação do Fundef, define regras para a execução de convênios em colaboração e coordena todas as decisões compartilhadas de interesse comum às esferas estadual e municipal. Os gaúchos demonstram que a administração cooperativa e solidária é possível, desde que em primeiro lugar esteja o bem comum, ou seja, o direito dos cidadãos à educação de qualidade.

Professora nota 10
Com liberdade e uma proposta pedagógica que as incentive, professoras que plantam dedicação e amor estão colhendo reconhecimento e aprendizagem. É o caso de Eneida Maria Ramos de Macedo Tito, professora em Porto Alegre (RS). Preocupada em fortalecer a noção de cidadania das crianças, Eneida as levou a conhecer a história da comunidade em que vivem, entrevistando antigos moradores, fazendo mapas do bairro e pesquisando curiosidades das ruas e das obras de urbanização. Foi ela também que criou o método de "engordar" as frases. Os alunos costumavam expressar-se por frases "magrelas", fraquinhas de sentido e curtas demais. Já motivadas por estarem trabalhando o dia-a-dia da comunidade, as crianças se divertiam e exercitavam o raciocínio, partindo de uma frase "magra" e transformando-a em um texto "gordo", saudável, cheio de vida e significado. A criatividade de Eneida rendeu o livro Gordas Histórias de Pequenas Crianças do Morro Alto e mereceu o reconhecimento do MEC, em 1996, pelo Prêmio Incentivo ao Ensino Fundamental, e da Fundação Victor Civita, que concedeu-lhe o título de professora nota 10.

Liderança boa é a que valoriza a equipe
"Agora eu sei que nossa equipe tem poder para melhorar as condições aqui da nossa creche, sem pedir licença para as autoridades, sem esperar que venha deles a iniciativa de mudar". São palavras de Maria da Silva, coordenadora de uma creche pública de Manaus (AM). Como resultado de uma capacitação promovida por uma ONG do distante Rio de Janeiro, Maria e outras cem lideranças de instituições de educação infantil desenvolveram, durante quatro meses, um novo planejamento para suas ações, adotando conceitos de saúde e educação e, principalmente, envolvendo toda a equipe no trabalho de reformulação de seu atendimento. Todos os funcionários participaram da definição da missão comunitária de sua creche, priorizando problemas a serem resolvidos e planejando coletivamente as ações para solucioná-los. Instalações elétricas e hidráulicas consertadas, telhados refeitos, infestações de ratos e baratas exterminadas, rotinas de escovação de dentes implantadas e hortas comunitárias criadas - estes foram alguns dos resultados conseguidos pela educação infantil em Manaus, graças a uma receita simples: num trabalho em equipe, deve-se valorizar a equipe!


Disponível em: www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0006.html‎





VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES NO BRASIL

As pesquisas nacionais e internacionais e as experiências bem-sucedidas de sistemas educacionais ao redor do mundo e no Brasil mostram que a qualidade da educação é, em grande medida, resultado da valorização social do professor. E no caso brasileiro é ocioso dizer que vamos mal.
Embora as diversas iniciativas e o consenso sobre sua centralidade, o que impede a valorização docente? Em grande medida, o entrave é orçamentário. O Brasil conta com mais de 2 milhões de educadores sub-remunerados atuando na educação básica. Recentemente, os 27 governadores entregaram ao Governo Federal uma nova fórmula de cálculo para reajuste do piso salarial nacional do magistério, que atualmente é de R$ 1.567. Segundo a proposta dos governantes estaduais, o piso passaria a ter valorização real, acima da inflação, na ordem de 0,5% a 2%. Já proposta elaborada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, pela CNTE e pela Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação) geraria uma valorização real de 2,5% a 4%. 
Colaborei com nota técnica recente elaborada pela Fineduca (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação). Nela, o professor José Marcelino de Rezende Pinto (USP/Ribeirão Preto), a partir do estudo do CAQi (Custo Aluno-Qualidade Inicial),  mostra que faltam R$ 46,410 bilhões para a universalização plena do piso do magistério e a consagração de uma política de carreira em todo o país, além de um padrão mínimo de qualidade a partir de insumos. Contudo, esse é o cálculo para as matrículas atuais. Ainda temos mais de 3,7 milhões de crianças e adolescentes fora da escola, quase 14 milhões de analfabetos e precisamos de mais 3,4 milhões de vagas em creches para matricular apenas metade das crianças de 0 a 3 anos.
Claro que governadores e prefeitos precisam fazer sua parte e não devem se eximir de suas responsabilidades, esperando que o Palácio do Planalto cumpra com sua obrigação constitucional. Mas é fato que a federação brasileira é injusta e desigual. Segundo dados de 2010 do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, a União retém 57,1% dos recursos disponíveis arrecadados, sobrando 24,6% para os 26 Estados e para o Distrito Federal e apenas 18,3% para os mais de 5.565 municípios. No entanto, conforme informações de 2009 do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), último ano em que foi feita essa comparação, a cada R$ 1 público investido em educação, Estados e o Distrito Federal despenderam R$ 0,41, os municípios investiram R$ 0,39 e a União colaborou com só R$ 0,20. Portanto, o Governo Federal arrecada bastante, mas contribui muito pouco com a educação, especialmente com a educação básica - e o mesmo ocorre com a política de saúde!
O salário e a carreira são pressupostos para uma efetiva valorização docente, mas não encerram a questão. A professora Magda Soares (UFMG), no encontro do Grupo de Trabalho de Alfabetização da Anped (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação), defendeu que não basta o Brasil pensar políticas de formação continuada. É preferível trabalhar com a perspectiva de desenvolvimento profissional.
Hoje muitas políticas de formação continuada, ao não dialogarem com a realidade das escolas, com a categoria e com os pesquisadores da área, têm partido do pressuposto de que o professor não sabe. Ele teve uma formação inicial frágil, inadequada, pouco orientada aos desafios de sala de aula. E isso precisa ser corrigido. Nesse contexto, as políticas de formação continuada também não funcionam, pois têm sido implementadas como formação "descontinuada", ou seja, por meio de ações dispersas, às vezes repetitivas. Tratar o professor como um profissional desprovido de conhecimento não colabora para seu aperfeiçoamento. Ou seja, é preciso compreendê-lo como um profissional, que deve construir uma trajetória crescente de desenvolvimento de sua profissão, aproveitando seus saberes e estimulando-o a adquirir outros, por meio da reflexão sobre sua prática.
Enfim, para universalizar o direito à educação pública de qualidade, o Brasil precisa fazer o básico: tratar o professor como um profissional, respeitando-o como um profissional e, a partir daí, exigindo dele o que se exige de um profissional. Soluções baseadas na descoberta de variáveis mágicas, falsamente determinantes para a qualidade da educação, continuarão a afastar o Brasil do caminho racional e concreto: é preciso encarar com seriedade e honestidade a valorização dos profissionais da educação.
http://educacao.uol.com.br/colunas/daniel-cara/2013/10/15/valorizar-o-professor-a-licao-que-nunca-fizemos.htm

sábado, 12 de abril de 2014

            GESTÃO ESCOLAR E GESTÃO EDUCACIONAL

gestão educacional  nacional é baseada na organização dos sistemas de ensino federal, estadual e municipal e das incumbências desses sistemas; das várias formas de articulação entre as instâncias que determinam as normas, executam e deliberam no setor educacional; e da oferta da educação pelo setor público e privado.
Cada sistema tem um papel a desempenhar no contexto educacional do País. No que diz respeito a educação básica, cabe aos Estados, Distrito Federal e Municípios ofertá-la, por sua vez, o ensino médio é um dever dos Estados e do Distrito Federal e a educação infantil dos Municípios.
As instituições de ensino cuja União é responsável são as escolas particulares e órgãos federais, já aos Estados e Distritos Federais compete as instituições de ensino mantidas por eles, as de nível superior mantidas pelos Municípios, as particulares de ensino fundamental e médio, os órgãos estaduais de educação e as instituições municipais de ensino particulares de educação infantil. Aos Municípios compete as instituições de educação infantil e de ensino fundamental e médio mantidas pelos municípios, as instituições particulares de educação infantil e os órgãos municipais de educação.
Como podemos perceber, embora os entes federativos compartilhem responsabilidades, cada um possui atribuições próprias, tendo a União o papel de coordenar e articular os níveis de sistemas, os Estados e o Distrito Federal o de elaborar e executar políticas e planos educacionais e os Municípios de organizar, manter e desenvolver seu sistema de ensino através da sua integração com as políticas e planos educacionais da União e dos Estados.
Diferente da gestão educacional, a gestão escolar, trata das incumbências que os estabelecimentos de ensino possuem, respeitando as normas comuns dos sistemas de ensino. Cada escola deve elaborar e executar sua proposta pedagógica; administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; cuidar do ensino-aprendizado do aluno, proporcionando meios para a sua recuperação; e articular-se com as famílias e a comunidade, proporcionando um processo de integração.
Outro ponto importante na gestão escolar é a autonomia que a escola possui e que estar prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996. Através dessa autonomia as escolas conseguem atender as especificidades regionais e locais, assim como as diversas clientelas e necessidades para o desenvolvimento de uma aprendizagem de qualidade.
Com base nisso, podemos perceber que a gestão educacional é compreendida através das iniciativas desenvolvidas pelos sistemas de ensino. Já a gestão escolar, situa-se no âmbito da escola e trata das tarefas que estão sob sua responsabilidade, ou seja, procura promover o ensino e a aprendizagem para todos.

                                 ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

          Lei de nº 9.394 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 20 de dezembro de 1996 (LDB 9.394/96), é a que estabelece a finalidade da educação no Brasil, como esta deve estar organizada, quais são os órgãos administrativos responsáveis, quais são os níveis e modalidades de ensino, entre outros aspectos em que se define e se regulariza o sistema de educação brasileiro com base nos princípios presentes na Constituição.Os órgãos responsáveis pela educação, em nível federal, são o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Educação (CNE). Em nível estadual, temos a Secretaria Estadual de Educação (SEE), o Conselho Estadual de Educação (CEE), a Delegacia Regional de Educação (DRE) ou Subsecretaria de Educação. E, por fim, em nível municipal, existem a Secretaria Municipal de Educação (SME) e o Conselho Municipal de Educação (CME).
           A educação básica no Brasil constitui-se do ensino infantil, ensino fundamental e ensino médioDe acordo com o art. 21 da Lei n.º 9.394/96, a educação escolar (não a educação básica), além das três citadas anteriormente, compõe-se também do nível superiorOutras modalidades brasileiras de ensino são:
  • Educação de jovens e adultos (ensino fundamental ou médio);
  • Educação profissional ou técnica;
  • Educação especial;
  • Educação a distância (EAD);     Existem dois tipos de categorias administrativas para as instituições de ensino:
  • Públicas: criadas ou incorporadas, mantidas e administradas pelo Poder Público;
  • Privadas: mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado.
              Segundo o Título IV, artigos 8º até o 20º da LDB 9.394/96, as instituições públicas e privadas estão ao cargo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
  • União (Federal): é responsável pelas instituições de educação superior criadas e mantidas pelos órgãos federais de educação e também pela iniciativa privada.
Entre suas principais atribuições está: elaborar o Plano Nacional de Educação, organizar, manter e desenvolver os órgãos e as instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos territórios, prestar assistência técnica e financeira aos estados, Distrito Federal e municípios, estabelecer competências e diretrizes para a educação básica, cuidar das informações sobre o andamento da educação nacional e disseminá-las, baixar normas sobre cursos de graduação e pós-graduação, avaliar e credenciar as instituições de ensino superior.
  • Estados: cuidam das instituições estaduais de nível fundamental e médio dos órgãos públicos ou privados.
Os estados devem organizar, manter e desenvolver esses órgãos e instituições oficiais de ensino que estão aos seus cuidados, em regime de colaboração com os municípios, dividir  proporcionalmente as responsabilidades da educação fundamental, elaborar e executar políticas e planos educacionais, autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar os cursos das instituições de educação superior dos estados e assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual.
  • Distrito Federal - DF: instituições de ensino fundamental, médio e de educação infantil criadas e mantidas pelo poder público do DF e também privadas.
O DF possui as mesmas responsabilidades que os estados.
  • Municípios: são responsáveis, principalmente, pelas instituições de ensino infantil e fundamental, porém, cuidam também de instituições de ensino médio mantidas pelo poder público municipal. Pode optar por se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de educação básica.
Os municípios devem organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, exercer ação redistributiva em relação às suas escolas, autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino, oferecer educação infantil em creches e pré-escolas e assumir a responsabilidade de prover o transporte para os alunos da rede municipal.
Cada instituição de ensino pode, de maneira democrática, definir suas próprias normas de gestão, visto que cada uma tem suas peculiaridades, levando em conta a região. É claro que essas normas devem também submeter-se aos órgãos citados anteriormente, sem interferir em suas decisões e ordens de organização e estrutura do sistema de ensino.

DISPONIVEL NO SITE
http://educador.brasilescola.com/gestao-educacional/a-organizacao-estrutura-dos-sistemas-ensino-no-brasil.htm

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

                      DOÊNÇAS HEMATOLÓGICAS



O sangue é um tecido primordial para à manutenção de todos os demais tecidos e órgãos do organismo humano.  Basicamente, formado por uma parte líquida (o plasma) e por células (hemácias, plaquetas e leucócitos). 
O plasma contem proteínas que entre outras ações atuam na defesa do organismo e ajudam a controlar hemorragias, as hemácias transportam o oxigênio para todo o organismo, as plaquetas controlam sangramentos e os leucócitos combatem infecções.
A estabilidade entre o ritmo de produção e de destruição das células do sangue, assim como a manutenção da composição do plasma, é vital aos processos de oxigenação e nutrição dos tecidos e aos processos de defesa do organismo. Algumas doenças prejudicam a produção ou a função dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Outras originam em alterações do plasma sanguíneo.
São muitas as formas de câncer que acontece nas células do sangue, e seu nome varia em função do tipo de célula comprometida.  Pode-se citar como exemplo, algumas dessas doenças que afetam o tecido sanguíneo, e que interfere na saúde dos indivíduos afetados: A Leucemia e Anemia. o vídeo a seguir vem nos falar um pouco mais detalhado sobre essas doênças.


                             O QUE É HEMATOLOGIA

               Hematologia é o ramo da biologia que estuda o sangue. A palavra é composta pelos radicais gregos: Haima (de haimatos), "sangue" e lógos, "estudo, tratado, discurso".
        A Hematologia estuda, particularmente, os elementos figurados do sangue: hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas. Estuda, também, a produção desses elementos e os órgãos onde eles são produzidos (órgãos hematopoiéticos): medula óssea, baço e linfonodos.  Por outro lado, além de estudar o estado de normalidade dos elementos sangüíneos e dos órgãos hematopoíéticos, estuda também as doenças a eles relacionada (hemopatias).
              O médico responsável por essa área na medicina é o hematologista este profissional pesquisa e trata disfunções e moléstias, escolhendo os melhores procedimentos para preveni-las e combatê-las. Tendo um conhecimento aprofundado dos órgãos, sistemas e aparelhos do corpo humano, faz diagnósticos, pede exames, prescreve medicamentos e realiza cirurgias. Também pesquisa novas drogas, equipamentos, e participa de programas de prevenção e de planejamento da saúde coletiva. Profissional que serve à comunidade, auxilia na prevenção e cura de doenças. Um Médico deve proporcionar melhor qualidade de vida e bem estar físico, mental e social do indivíduo. Serve com apoio a alguém e ajuda resolver seu problema por meio de orientação, medicação ou cirurgia.
                       

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

                                        HISTOLOGIA

A histologia é a ciência que estuda os tecidos do corpo humano. Os tecidos são formados por grupos de células de forma e função semelhantes. 

De forma simples podemos entender que a célula é a unidade fundamental do corpo, os tecidos são a associação de várias células semelhantes, os órgãos são a junção de vários tecidos que realizam uma determinada função, os sistemas são a união de vários órgãos (sistema nervoso, linfático, esquelético, respiratório, tegumentar, circulatório, etc) e que a união de todos os sistemas formam o organismo.

Os tecidos de nosso corpo podem ser classificados em tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso.

O tecido epitelial apresenta como características: ausência de espaço entre as células, ausência de vascularização e grande capacidade de renovação celular. Sua função principal é proteger o corpo contra a penetração de microorganismos, substâncias químicas e agressões físicas.

Ele se encontra recobrindo o corpo externamente (epiderme e córnea) e a superfície interna dos órgãos ocos como o estômago, ouvido, nariz, pulmão, boca, útero, bexiga, etc. Além disso, ele é o responsável pela formação de glândulas (fígado, pâncreas, glândulas salivares, etc).

O tecido conjuntivo possui espaço entre as células, é ricamente vascularizado, possui baixa renovação celular e material intersticial (fibras colágenas, elásticas e reticulares), possui também o líquido intersticial (local de onde as células retiram seus nutrientes e depositam os seus resíduos).

Entre suas várias funções, este tecido possui uma importantíssima: unir e separar órgãos ao mesmo tempo. Abaixo de todo tecido epitelial, deve haver, obrigatoriamente, um tecido conjuntivo.

O tecido muscular possui células especializadas para a contração. Sua função é permitir o movimento, realizar a manutenção postural e a produção de calor. Ao contrário dos tecidos citados acima, este não possui renovação celular.

O tecido nervoso é formado por células nervosas (neurônios) e também por células protetoras e de sustentação, chamadas neuroglias. Assim como ocorre no tecido muscular, este é formado por células que não se renovam.
Tecido nervoso



Os seres vivos reagem aos estímulos ambientais. Mudanças nas condições do ambiente, tais como sons, choques, calor e frio, são percebidas pelo organismo, que reage adotando uma postura correspondente ao estímulo. Embora sejam os músculos que respondem aos estímulos, é o tecido nervoso o responsável por sua recepção e escolha da resposta adequada.

O tecido nervoso tem origem ectodérmica, nele a substância intercelular praticamente não existe. Os principais componentes celulares são os neurônios e as células da glia.

As células da glia ou neuroglia são vários tipos celulares relacionados com a sustentação e a nutrição dos neurônios, com a produção de mielina e com a fagocitose.

Os neurônios, ou células nervosas, têm a propriedade de receber e transmitir estímulos nervosos, permitindo ao organismo responder a alteração do meio. Os neurônios são alongados, podendo atingir, em alguns casos, cerca de 1 metro de comprimento, como nos neurônios que se estendem desde nossas costas até o pé. São células formadas por um corpo celular ou pericário, de onde partem dois tipos de prolongamento: dendritos e axônio.

Os dentritos são prolongamentos ramificados da célula especializados em receber estímulos, que também podem ser recebidos pelo corpo celular. O impulso nervoso é sempre transmitido no sentidodendrito – corpo – axônio.




O axônio é uma expansão celular fina, alongada e de diâmetro constante, com ramificações em sua porção final, de modo que o impulso pode ser transmitido simultaneamente a vários destinos. É uma estrutura especializada na transmissão de impulsos nervosos para outros neurônios ou para outros tipos celulares, como as células de órgãos efetores (musculares e glandulares).