quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Modelos Didáticos na Área Cientifíca
Eis aqui um boa proposta para transmitir conhecimentos sobre genética através de um jogo educativo, que na prática é um quiz de perguntas e respostas que pode ser realizado por toda a turma e consegue fazer com que os alunos interajam entre si e adquirido valiosos conhecimentos.
sábado, 6 de setembro de 2014
Conto: Flor vermelha do caule verde !
Certa manhã, quando o menininho estava na aula, a professora disse:
– Hoje faremos um desenho.
– Que bom! Pensou o menino. Ele gostava de fazer desenhos. Podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, barcos e trens. Pegou então sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse:
– Esperem. Ainda não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
– Agora, disse a professora, desenharemos flores.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores. E começou a desenhar flores com seus lápis cor-de-rosa, laranja e azul. Mas a professora disse:
– Esperem. Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com o caule verde.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:
– Hoje faremos alguma coisa com barro.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de barro. Ele podia fazer todos os tipos de coisas com barro: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e a amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse:
– Esperem. Não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
– Agora, disse a professora, faremos um prato.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:
– Esperem. Vou mostrar como se faz. E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo. Assim, disse a professora, podem começar agora.
O menininho olhou para o prato da professora. Então olhou para seu próprio prato. Ele gostava mais de seu prato do que do da professora. Mas não podia dizer isso. Amassou o seu barro numa grande bola novamente e fez um prato igual ao da professora. Era um prato fundo.
E, muito cedo, o menininho aprendeu a esperar e a olhar, e a fazer as coisas exatamente como a professora fazia. E, muito cedo, ele não fazia mais as coisas por si mesmo.
Então aconteceu que o menino e sua família mudaram-se para outra casa, em outra cidade, e o menininho teve que ir para outra escola.
No primeiro dia, ele estava lá. A professora disse:
– Hoje faremos um desenho.
– Que bom! Pensou o menininho. E ele esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse. Ela apenas andava pela sala. Então, veio até ele e falou:
– Você não quer desenhar?
– Sim, disse o menininho. O que é que nós vamos fazer?
– Eu não sei até que você o faça, disse a professora.
– Como eu posso fazer? Perguntou o menininho.
– Da mesma maneira que você gostar. Respondeu a professora.
– De que cor? Perguntou o menininho.
– Se todos fizerem o mesmo desenho e usarem as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o quê e qual o desenho de cada um?
– Eu não sei, disse o menininho.
E ele começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde.
Conto de Helen Barckley
sábado, 9 de agosto de 2014
O ensino de Libras
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| "O ensino de Libras deve começar desde cedo" |
Muita gente já ouviu falar no significado da palavra “LIBRAS”, mas poucas pessoas entenderam a real necessidade de se entender o que está por trás desse termo de apenas seis letras e que representa toda uma população de surdos de um país. O conhecimento de libras é de suma importância pois é a forma pelo qual os surdos se comunicam com todas as outras pessoas. Todos os dias nos depararam com deficientes auditivos nas nossas tarefas diárias e precisamos estar preparados para tratá-los bem pois eles também são constituintes da sociedade da qual fazemos parte.
A libras não tem um aprendizado tão difícil como imaginado por muita gente, o que ela necessita é de muita atenção e treino, pois a linguagem de sinais necessita de habilidade corporal apurada, utilização correta das mãos e uma boa expressão facial pois muitas vezes vamos encontrar sinais que são feitos da mesma forma com as mãos e o que vai diferenciar é a expressão facial que é feita. O que dificulta ainda mais o aprendizado da linguagem de sinais é a falta de locais que ofereçam esse curso, o que gera um grande déficit de intérpretes no mercado de trabalho e que afeta todos os surdos que acabam não tendo acesso aos serviços básicos. No ensino das pessoas surdas, os docentes além de estarem capacitados precisam estar cientes que eles são de extrema importância no processo de ensino-aprendizagem dos surdos, a transmissão dos conhecimentos necessitam ser de forma mais paciente, o professor precisa ter capacidade de simplificar o conteúdo e que não deixe passar nenhum assunto importante da matéria dada para que não só os surdos mais todos os alunos possam aprender com qualidade.
A libras, linguagem de sinais utilizada pela comunidade surda representa um grande avanço no processo de inclusão social do Brasil pois todos nós temos a obrigação de tratar todas as pessoas de forma igual, sem nenhuma discriminação e preconceito, pois como foi decretado pela própria constituição federal a libras se tornou a segunda língua oficial do Brasil e dever do estado garantir acesso a ela por todas as pessoas de forma livre e gratuita.
Respeito as diferenças
Abaixo se encontra um vídeo feito pelo ator Alan Henry que tem como título "A diferença" onde o autor nos expressa em todo o decorrer do vídeo sinais em libras, sem nenhum áudio e que nos mostra bem a importância da sociedade surda para o mundo, onde devemos respeita-los de forma igualitária e sem nenhuma discriminação garantindo a eles acesso a todos os serviços básicos sem nenhuma diferença de tratamento, visto que eles também são pessoas só existe a diferença de que eles não escutam a oratória mas que possuem sentimentos, sonhos, vontades, alegrias e tristezas como qualquer outra pessoa e que podem atuar na sociedade sem nenhuma restrição de comportamento.
Linguagem Brasileira de Sinais
A libras conhecida como língua de sinais é a língua falada pela maioria dos surdos do Brasil e teve origem na língua francesa que foi introduzida por aqui pelo educador Frances Hernest Huet.
A libras é uma linguagem visual que é interpretada pelo corpo, principalmente com auxílio das mãos, portanto se faz necessário ter muito controle das mãos e saber transmitir os sentimentos para as pessoas sem audição. No Brasil desde 2002 a língua brasileira de sinais foi oficializada como a segunda língua e desde então os órgãos públicos e empresas privadas do setor de saúde e fonoaudiologia foram obrigados a tratarem os surdos com dignidade e sem nenhuma restrição e também as escolas da rede federal, estadual e municipal são obrigados a receberem estudantes com deficiência auditiva e prestar uma educação igualitária com a presença de interpretes e todos os professores devem saber pelo menos o básico da língua de sinais. A linguagem brasileira de sinais está amparada pela lei número 10.436, DE 24 DE ABRIL DE
2002 e garante o acesso a todos da integração junto a sociedade das pessoas surdas. Vemos hoje que o cumprimento da referida lei ainda é muito pouco, existem profissionais que trabalham com pessoas surdas sem nenhuma capacitação e isso tem influência direta no aprendizado dos surdos, encontramos muitos órgãos públicos e privados que não possuem nenhum intérprete de libras para atender a demanda dessa população. Apesar de existir a lei as escolas brasileiras de ensino regular não estão preparadas para receber pessoas que possuem algum tipo de deficiência auditiva, na maioria dos colégios o máximo que observamos é a existência de dois intérpretes o que é insuficiente para atender todos os surdos, visto que são pessoas que necessitam de um atendimento mais individualizado. A problemática da falta de profissionais especializados está na pouca oferta de cursos nessa área, pouquíssimas instituições ofertam esse tipo de curso e quando se oferta é muito pouco difundida nos meios de comunicação de grande massa e o número de vagas é baixíssima, devido as poucas informações referentes a área de libras as pessoas não tem tanto interesse em fazer um curso de linguagem de sinais o que acaba gerando no mercado uma demanda muito grande desses profissionais e pouca oferta dos mesmos. O conhecimento dessa lei é muito importante para todos pois ela é a base da forma de tratamento que deve ser dada as pessoas que possuem algum tipo de deficiência auditiva.
A inclusão das pessoas surdas na sociedade é importante em todos os aspectos pois sabemos que todos tem capacidade de aprender e interagir com as pessoas não surdas e devemos fazer com que os deficientes auditivos não se sintam excluídos mais sim igualmente capacitados de exercer sua vida normalmente.
domingo, 13 de julho de 2014
ETAPAS DE INSTALAÇÃO DE UM ATERRO SANITÁRIO E AS VANTAGENS DOS ATERROS CONTROLADOS
Basicamente escolhe-se um terreno grande e vazio onde o lixo vai sendo acumulado em camadas. Mas esse processo é muito mais complicado do que parece. A primeira - e principal - dificuldade é selecionar o local do aterro. É preciso apresentar um estudo de impacto ambiental e obter licenças para instalar e operar o depósito de lixo - já no projeto de instalação, os operadores do aterro precisam deixar claro, por exemplo, como ele será fechado, depois de pelo menos dez anos. Há até uma audiência pública para ouvir as pessoas que moram nos arredores do terreno escolhido. Esse processo demora anos. Aí começa, de fato, a construção do aterro (veja no infográfico abaixo). A maioria dos aterros é municipal, mas a operação fica por conta de empresas concessionárias, que geralmente são as mesmas responsáveis pela coleta de lixo na cidade. Lixo industrial e hospitalar é depositado em aterros específicos, cujo processo de instalação e operação é ainda mais complexo.
Montanha de lixoUm aterro pode atingir até 100 metros de altura
1. O aterro começa com a escavação de um grande buraco. Mas, antes disso, o solo é perfurado até o lençol freático para verificar se não é arenoso demais e calcular o limite da escavação: o fundo não pode ficar a menos de 2 metros do lençol
2. Tratores compactam a terra do fundo do buraco. Sobre o solo compactado é colocada uma espécie de manta de polietileno de alta densidade e, sobre ela, uma camada de pedra britada, por onde passam os líquidos e gases liberados pelo lixo. A cada 5 metros de lixo é feita uma camada de impermeabilização
3. Para drenar o percolado (líquido que sai do lixo misturado à água da chuva) a cada 20 metros são instaladas calhas de concreto, que levam a mistura nojenta até a lagoa de acumulação
4. Para evitar que alguém jogue lixo clandestinamente ou que algum desavisado entre no aterro, a área é toda cercada. Em algumas cidades, por exemplo, é obrigatório criar um cinturão verde de pelo menos 50 metros de largura ao redor do aterro, com vegetação nativa
5. O lixo solta gases, que são captados por uma rede de tubos verticais cheios de furinhos. Por esses canos, os gases sobem e chegam à superfície do aterro. Alguns gases são recolhidos em tambores e outros são liberados na atmosfera - o metano, em contato com o ar, pega fogo
6. Engenheiros calculam que cada metro cúbico de lixo pesa cerca de 0,6 tonelada. Cada camada do aterro tem 5 metros de altura: 4 metros de lixo e 1 metro de terra, brita e a manta de polietileno. Em cidades pequenas, o limite é de três camadas, mas nas metrópoles elas chegam a 20
7. O percolado, aquele líquido que escorre da montanha de lixo, é tratado no próprio aterro e lançado no esgoto ou, é recolhido em um "piscinão" e transportado em caminhões para uma estação de tratamento de esgoto
8. Balanças parecidas com aquelas que vemos nas estradas controlam a quantidade de lixo que chega ao aterro em cada caminhão. Caminhões coletores como os que vemos nas ruas carregam de 7 a 9 toneladas, mas há carretas capazes de levar até 40 toneladas por viagem
9. Esta é a área responsável por coordenar e monitorar as atividades do aterro. É aqui também que se avalia se já é hora de encerrar as atividades do aterro e encomendar a construção de um novo
10. Quando o aterro esgota sua capacidade, é preciso fechá-lo. A maior parte deles dá origem a áreas verdes de conservação. Como o gás e o percolado continuam sendo gerados por pelo menos 15 anos, não se recomenda que o terreno seja usado para construções.
As vantagens de se ter um aterro controlado é de que eles vão solucionar parte dos problemas causados pelo excesso de lixo gerado nas grandes cidades, também pode ser considerado um processo de baixo custo, atua na recuperação de áreas degradadas, tem uma flexibildade nas operações do sistema, o gás do lixo desperdiçado é convertido em fonte de energia renovável, muito eficiente para a geração de energia com motores a gás.
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-e-construido-um-aterro-sanitario
terça-feira, 29 de abril de 2014
Pro dia nascer feliz
O documentário “Pro dia nascer feliz”
nos mostra bem a realidade da educação brasileira, de um lado vemos jovens
dedicados que fazem esforços como o ato de acordar às 3 horas da madrugada para
estar às 7 da manhã na escola que fica a quilômetros de distância de suas
residências e do outro lado temos um sistema tradicional que pouco motiva esses
alunos para permanecer no ambiente escolar.
É inegável reconhecer que a educação brasileira melhorou nos últimos
anos foram criados programas federais que muito tem ajudado nossos alunos nessa
jornada escolar, mas muitas vezes encontramos um dos maiores problemas para a
aplicação desses projetos não só na educação mas também em outras áreas de
governo como saúde e segurança, a gestão de qualidade é o problema que se
verifica no gerenciamento do sistema, pois cargos maiores desses órgãos e
secretárias são cargos políticos e são colocada a frente pessoas despreparadas
que não tem conhecimento técnico pastas de governo como a educação.
Em pleno século 21 ainda encontramos no Brasil escola que não tem um
mínimo de infra-estrutura necessária de para o funcionamento, falta banheiros
adequados, teto com goteiras por todo o lado, bibliotecas inadequadas, salas de
aula com nenhum tipo de manutenção, carteiras desconfortáveis, ventiladores com
problemas, lousas sem nenhum reparo, e diante desses problemas estruturais qual
vai ser a motivação que os alunos vão ter para estudar num ambiente como esse,
sem falar nos problemas relacionados a área pedagógica onde na maioria das
escolas não se aplica de forma correta o projeto pedagógico, falta professores
e, além disso, os que existem atuam fora da sua área de formação, além do mais
encontramos esses profissionais altamente desvalorizados perante o trabalho que
eles prestam a sociedade.
É preciso repensar a forma como se gerencia a educação no Brasil, temos
bons programas e dinheiro para realizá-los para dar educação de qualidade a
todos, o que falta é escolhermos as pessoas certas que estão preparadas para
gerir esse dinheiro de forma correta e inteligente.
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